William Waack, conhecido (e pessimista) âncora do Jornal da Globo, já famoso por polêmicas envolvendo o seu excessivo conservadorismo, enfrenta uma grave acusação de racismo após a publicação de um vídeo nas redes sociais.

Nesta tarde de 8 de novembro, o vídeo fora postado e rapidamente viralizou na internet. Nele, o apresentador da Rede Globo aparece em uma cena que fora gravada minutos antes de o apresentador do Jornal da Globo entrar no ar, em uma transmissão em frente à Casa Branca, em Washington. Diz o âncora:

“Tá buzinando por que, seu m… do c…?”, diz, reclamando de uma buzina que soa na rua. Em seguida, ele balbucia ao convidado, que está ao seu lado: “Você é um, não vou nem falar, eu sei quem é…” E depois continua com um trecho que parece dizer: “É preto, é coisa de preto”.

O vídeo nos fez recordar de um vídeo sensível e inteligente também viralizado nos últimos dias. Trata-se de um poema de Luciene Nascimento que aborda a inexistência da igualdade racial nos nossos dias. Ela faz uma bonita e feliz analogia entre a sociedade e uma construção, e diz:

“Sociedade é construção
e o racismo é o cimento:
componente estrutural
provedor fundamental
do interior e acabamento.”

No poema, a reflexão nos leva a ver que as palavras desse jornalista estão longe de se mostrarem “um caso isolado”. São “400 anos de injustiça”. Ao concluir o a declamação, ela conclama à luta:

“Tem que haver desconstrução
porque tentar sugar cimento
sem romper a estrutura
é como por atadura
em anos de adoecimento.”

Confira, abaixo, a fala de William Waack e, em seguida, o poema de Luciene Nascimento.

A gente ainda escreve sobre a gente

Posted by Luciene Nascimento on Thursday, November 2, 2017

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