Na era dos dispositivos eletrônicos como pontes entre distâncias e barreiras emocionais, o potencial de conexão humana se expande, oferecendo encontros adiados e resgatando propósitos compartilhados. No entanto, há uma dualidade inerente: enquanto a tecnologia encurta distâncias, há uma crescente influência dos aparelhos em nossas vidas, desafiando a percepção de quem realmente controla o mundo. O filme “Nosso Amigo Extraordinário”, dirigido por Marc Turtletaub, transcende essa metáfora das solidões, mergulhando nas profundezas das experiências humanas.
O filme não apenas ressalta a importância de buscar significado em meio à rotina, mas também cutuca a curiosidade do espectador, desafiando-o a encarar a vida de alguém que perdeu a conexão consigo mesmo.
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O protagonista, Milton Robinson, interpretado magistralmente por Ben Kingsley, vive em um universo isolado, cercado pela fragilidade emocional de um homem de 78 anos. Viúvo e distante dos filhos, ele se vê imerso em sua própria solidão, manifestada em seu aspecto desalinhado e em suas demandas repetitivas na Câmara Municipal de Boonton, na Pensilvânia. Sua obsessão por mudar o slogan da cidade e instalar uma faixa de pedestres revela uma ternura envolta em uma sombra de ruína.
À medida que a narrativa avança, o filme sugere um possível diagnóstico de Alzheimer, porém, sem confirmação. Denise, sua filha, interpretada por Zoe Winters, revela pequenos sinais da fragilidade do pai. A história se enriquece com a entrada de duas idosas, Sandy e Joyce, interpretadas por Harriet Sansom Harris e Jane Curtin, desmistificando a solidão aparentemente intransponível de Milton.
A adição de Jules, um ser acinzentado e meigo, interpretado por Jade Quon, desencadeia uma jornada inesperada para Milton e suas vizinhas. Esse hóspede indesejado, no entanto, cativa o trio de solitários, levando-os a uma jornada além do cotidiano, rumo a um novo mundo e uma nova vida.
Turtletaub desafia as expectativas ao recusar o previsível, apresentando um monólogo excelente de Kingsley, dirigido a Jules. Esse diálogo poderia ter sido uma vitória, uma barreira transcendida, algo sublime demais para ser simplesmente deixado para trás, uma mudança não percebida por outros além deles mesmos.
Ao explorar as solidões entrelaçadas de Milton e seus vizinhos, “Nosso Amigo Extraordinário” se revela como mais do que um filme sobre a solidão humana; é um convite para refletir sobre a conexão essencial entre as pessoas, mesmo nos momentos mais inesperados e singulares.
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Fonte: Revista Bula
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