Atualidades

Por que todo mundo quer um Labubu? Veja os 2 motivos por trás do surto coletivo

É provável que você tenha topado com um monstrinho de dentes tortos balançando na bolsa de alguém nos últimos dias. Esse é o Labubu, criação do ilustrador Kasing Lung, que saiu do anonimato para virar objeto de desejo mundial depois de aparecer na mochila da Lisa, do BLACKPINK.

Desde então, colecionadores correm atrás de mais de 300 variações diferentes — todas vendidas em blind boxes, onde só se descobre qual versão veio depois de rasgar a embalagem. O fenômeno pode parecer estranho à primeira vista, mas faz sentido quando olhamos para dois fatores poderosos:

1. Nostalgia em formato de brinquedo “feio‑fofo”

Antes de criticar quem gasta dinheiro com um Labubu, vale relembrar os próprios tesouros de infância. Trolls de cabelo neon, Furbies que piscavam sem aviso, bebês Cabbage Patch com cara de batata — cada geração abraça um brinquedo esquisitão que se torna símbolo de conforto emocional.

Psicólogos já apontam que reviver lembranças positivas reforça identidade e dá sensação de segurança, especialmente em períodos turbulentos. Comprar um Labubu, portanto, funciona como ingresso para esse “refúgio afetivo”: em vez de um simples boneco, o consumidor leva para casa a lembrança de tardes despreocupadas e criativas.

Leia tambémO filmaço com Fernanda Montenegro que vai te deixar incrédulo por 92 minutos, na Netflix

2. A dopamina da caixinha‑surpresa

O segundo motor da febre Labubu vem do formato de venda. Blind boxes operam com o mesmo princípio de máquinas caça‑níquel: o comprador paga, puxa a alavanca (ou rasga o plástico) e espera ver se deu sorte.

A maioria recebe modelos comuns; poucos sortudos encontram edições raras que podem render centenas de dólares na revenda. Esse esquema de recompensa imprevisível já domina jogos online com suas loot boxes e ativa nos consumidores o mesmo circuito cerebral ligado ao jogo de azar.

Um ou dois pacotes podem ser entretenimento, mas a busca incessante pela peça ultra‑escassa transforma diversão em gasto compulsivo — principalmente quando influencers exibem coleções completas nas redes sociais, turbinando a sensação de “preciso ter”.

Leia tambémA Netflix enfim lançou uma série turca fresquinha e super-viciante que você não vai querer parar de assistir

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

Recent Posts

Filme romântico com estrela de Intocáveis e Lupin é um tesouro escondido na Netflix

No meio de tantas estreias que entram no catálogo e somem sem muito barulho, French…

3 dias ago

Professora começa relação inesperada com colega de trabalho e descobre até onde a obsessão pode ir em nova série da Netflix

Obras sobre desejo e obsessão costumam caminhar por uma linha delicada: quando funcionam, o incômodo…

3 dias ago

Durante anos esse romance foi censurado e considerado escandaloso… Hoje virou filme imperdível na Netflix

Entre os dramas de época escondidos no catálogo da Netflix, há um filme que chama…

6 dias ago

Na Netflix, um simples pedido da neta faz uma avó encarar lembranças que ela passou anos tentando evitar

Há filmes que crescem justamente por parecerem simples à primeira vista. “Aprendendo com a Vovó”…

6 dias ago

Mpox pode virar epidemia ou surto no Brasil? Médico explica o que realmente preocupa no momento

Quando um vírus volta a aparecer nas manchetes, a dúvida costuma ser a mesma: “isso…

1 semana ago

Esse filme chocou plateias, causou desmaios no cinema e agora reapareceu no topo da Netflix

Lançado em 2004 e cercado de debates desde a estreia, A Paixão de Cristo voltou…

1 semana ago