Sociologia

Após vacinas, mortes de idosos acima de 90 anos caem 70% em SP

O número de idosos com mais de 90 anos que morreram em decorrência da Covid-19 caiu 70% entre janeiro e fevereiro deste ano na cidade de São Paulo.

Essa foi a primeira faixa etária vacinada contra a doença na capital paulista. Dados obtidos com exclusividade pela TV Globo indicam relação entre a imunização e os casos de morte pela doença.

Em janeiro, foram internados 246 idosos com mais de 90 anos infectados pelo novo coronavírus. Em fevereiro, o número caiu para 104, com redução de 57,7%.

No mesmo período, o total de casos confirmados foi de 380 para 144, queda de 62,1%.

Ao G1, o infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Renato Kfouri, afirmou que os dados ainda são preliminares, mas “animadores sobre a efetividade das vacinas na vida real das pessoas”.

Neste momento, a cidade já ampliou o leque etário da vacinação de idosos e está imunizando aqueles com mais de 77 anos.

‘Reflexos da vacinação’

Segundo a Prefeitura de SP, os números contemplam casos de residentes da capital e abrangem todos os equipamentos de saúde da cidade, sejam eles municipais, estaduais, privados ou filantrópicos.

Para o infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Renato Kfouri, os dados são ainda preliminares em relação aos efeitos da imunização, mas “bastante animadores sobre a efetividade das vacinas na vida real das pessoas”.

“Considerando que a vacina começou a ser aplicada em 5 de fevereiro e que elas começam a fazer efeito até 15 dias depois, é possível que a redução possa já ser reflexo da vacinação, especialmente em relação às mortes”, afirmou.

“Porque, no caso da Coronavac, do Butantan, por exemplo, não há muitos dados sobre a efetividade após a aplicação da primeira dose. Tanto a Coronavac quanto a vacina de Oxford foram aprovadas pela Anvisa porque têm efetividade comprovada após a aplicação da segunda dose. Porém, esses números podem nos indicar que, mesmo na primeira dose, já pode haver o resultado positivo que o mundo inteiro busca”, diz Kfouri.

“São dados bastante preliminares e é preciso esperar os números de março e abril para que tenhamos uma conclusão efetiva. Mas se os números se mantiverem, é um resultado fantástico e confirma aquilo que a gente vem dizendo: a vacinação é boa e importante para a gente sair dessa pandemia”, completou o infectologista.

As informações são do G1 / Créditos da imagem de capa: Rosa/Agência Brasil

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