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Caixa-preta da Voepass gravou vozes da cabine durante queda – saiba o que mais foi gravado

A tragédia aérea que abalou Vinhedo, São Paulo, no dia 9 de agosto, ganhou um novo capítulo com a recuperação das informações das caixas-pretas do avião da Voepass.

Esse avanço, anunciado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) na terça-feira, 13 de agosto, é fundamental para esclarecer as causas do acidente que tirou a vida de 62 pessoas e deixou a comunidade de aviação em alerta.

As duas caixas-pretas, essenciais em qualquer investigação de acidente aéreo, foram encontradas em condições que permitiram a extração de dados tanto do Gravador de Voz da Cabine (CVR) quanto do Gravador de Dados de Voo (FDR).

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O CVR é responsável por registrar todos os sons dentro da cabine, incluindo conversas entre os pilotos e ruídos ambientais, enquanto o FDR armazena informações cruciais sobre o voo, como velocidade, altitude e o desempenho dos motores.

Marcelo Moreno, chefe do Cenipa, compartilhou detalhes sobre o andamento da análise dessas gravações. Ele destacou que cada segundo de áudio está sendo examinado com extremo cuidado.

“Estamos ouvindo todas as conversas capturadas, além dos possíveis alarmes que possam ter soado durante o voo,” explicou Moreno. A equipe de investigação está utilizando softwares avançados para analisar cada detalhe das gravações, com o objetivo de identificar qualquer som ou sinal que possa fornecer pistas sobre o que levou à queda da aeronave.

O processo de conversão dos dados registrados pelo FDR, que inicialmente estão em formato binário, é uma das etapas críticas dessa análise. Ao transformar esses dados em unidades de engenharia, os investigadores conseguem reconstruir os momentos finais do voo com maior precisão, possibilitando a detecção de anomalias que poderiam ter contribuído para o acidente.

O trabalho do Cenipa agora se concentra na validação desses dados. Essa fase envolve um cruzamento minucioso das informações obtidas das caixas-pretas com outras fontes relevantes, como registros de manutenção da aeronave, atualizações nos sistemas a bordo, condições climáticas no momento do acidente e a experiência dos pilotos.

Esse cruzamento de informações é essencial para garantir que todas as possíveis causas sejam consideradas e que nenhuma hipótese seja descartada sem uma análise completa.

Moreno frisou que o processo de investigação é complexo e requer um alto nível de competência e precisão por parte da equipe. “Cada etapa exige um olhar atento e um entendimento profundo das múltiplas variáveis envolvidas,” disse.

Embora o trabalho seja árduo, o Cenipa mantém seu compromisso de divulgar um relatório preliminar dentro do prazo de 30 dias após o acidente. Esse relatório será uma compilação dos dados factuais reunidos até o momento, oferecendo uma visão inicial do que pode ter ocorrido, mas sem ainda apontar a causa definitiva.

A aeronave envolvida, um turboélice bimotor registrado como PS-VPB, transportava 58 passageiros e 4 tripulantes e estava a caminho do aeroporto de Guarulhos quando enfrentou dificuldades e caiu em uma área residencial próxima a Campinas.

As circunstâncias desse acidente continuam a ser objeto de análise rigorosa, e as famílias das vítimas aguardam ansiosamente por respostas que expliquem o que de fato aconteceu.

Enquanto a investigação oficial segue em andamento, especialistas independentes têm especulado sobre as possíveis causas da queda, levantando hipóteses que variam desde condições meteorológicas adversas até falhas mecânicas ou erros humanos.

No entanto, as autoridades do Cenipa têm sido enfáticas ao alertar contra conclusões precipitadas, ressaltando que apenas uma investigação completa e imparcial pode revelar a verdade.

O trabalho do Cenipa não se resume a descobrir o que aconteceu, mas a evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro.

“Nosso objetivo é não apenas entender os eventos que levaram a este desastre, mas também aprender com eles para melhorar a segurança aérea,” concluiu Moreno. À medida que a investigação avança, a indústria da aviação segue atenta, consciente de que as lições aprendidas aqui podem ser vitais para salvar vidas.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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