Quem pensa que laboratório é só tubos de ensaio e gente de jaleco ainda não viu Arctic Heart, longa francês dirigido por Marie Madinier em 2016.
A produção, que dura 81 minutos e está no Prime Video, combina achados científicos de mentira com paixões de verdade — tudo embalado por trilha pianinho francês que gruda na cabeça.
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Logo de saída conhecemos Christophine (Charlotte Le Bon), pós-graduanda que prefere pipetar em silêncio a puxar conversa no café do campus.
O motivo do nervosismo tem nome: professor Quignard (Guillaume Canet), imunologista celebridade que persegue uma proteína “anti-congelante” extraída do sangue de pinguins-imperadores. O composto, se isolado, promete revolucionar transplantes de órgãos em clima frio.
Em vez de declarar sentimento, a estudante resolve algo bem menos razoável: aplicar em si mesma o material genético sintetizado a partir dos bichos do Polo Sul.
A autoinjeção dispara uma sequência de mudanças fisiológicas hilárias — temperatura corporal baixa, apetite por peixes crus, sonolência diurna — que forçam Quignard a protegê-la dentro do próprio projeto de pesquisa.
Daí para frente o roteiro troca salas de aula por contêineres climatizados na Antártica, onde o casal improvisado tenta controlar a “pinguinite” antes que os patrocinadores do estudo descubram.
Entre tempestades de neve e diálogos cheios de trocadilhos sobre DNA, a comédia coloca ciência ética contra emoção: até onde vale ir quando a paixão escapa do protocolo?
Além dos protagonistas, destacam-se Pauline Etienne como colega invejosa e Damien Chapelle no papel de técnico de laboratório que serve de alívio cômico — e de voz da razão.
A fotografia fria, pontuada por tons pastéis, reforça o contraste entre o cenário gelado e o crescente calor humano que surge sob os casacos térmicos.
Quem procura uma rom-com fora do padrão, com pitadas de absurdos científicos e zero melosidade gratuita, encontra aqui uma boa pedida — especialmente para maratonar numa noite fresca, com pipoca e um chocolate quente à mão.
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