Há histórias que permanecem enterradas nos velhos salões da monarquia europeia até que alguma produção as traga de volta à luz.
É o caso de A Imperatriz (2022), drama alemão da Netflix que devolve frescor à biografia de Elisabeth da Baviera — a Sissi — explorando seus anos de juventude, muito antes de se tornar lenda em filmes dos anos 1950.
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Logo no primeiro episódio, a produção apresenta Elisabeth como uma duquesa rebelde de cabeça fervilhando de ideias nada adequadas à etiqueta de Viena. Ela viaja com a família a Bad Ischl, balneário queridinho da corte, onde deveria apenas acompanhar a irmã mais velha, Helene, pretendente oficial do imperador Franz Joseph.
Quem conhece fofocas de realeza já sabe que o monarca quebra o protocolo e escolhe a caçula, acendendo um pavio político que pega fogo ao longo dos seis capítulos.
O casamento-relâmpago catapulta Sissi para os corredores dourados do Palácio de Schönbrunn, lugar menos romântico do que os cartões-postais sugerem.
A sogra, arquiduquesa Sophie, faz do código de vestimenta uma arma para controlar a nova imperatriz; o cunhado Maximilian articula nos bastidores, sonhando com o trono; e, do lado de fora, camponeses famintos rondam portões cada vez mais frágeis.
Entre bailes, reuniões com ministros e embates familiares, o seriado expõe a pressão sobre uma jovem que precisa converter fama em influência real.
O elenco ajuda a humanizar esse tabuleiro. Devrim Lingnau entrega uma Elisabeth voluntariosa, enquanto Philip Froissant encontra o equilíbrio entre dever de Estado e paixão genuína por sua esposa.
Melika Foroutan (Sophie) domina cada cena com frieza calculada, e Johannes Nussbaum encarna um Maximilian carismático e perigoso na mesma medida.
A equipe de criação liderada por Katharina Eyssen aposta em diálogos ágeis, trilha orquestral discreta e figurinos que vão além do glamour, revelando incômodos físicos das peças apertadas da época.
Filmada em palácios bávaros e cidades checas, a série ganhou elogios pela fotografia de tons quentes, que contrasta com a rigidez dos rituais de corte. Os episódios têm cerca de 55 minutos e já há sinal verde para uma segunda temporada — boa notícia para quem terminou o último capítulo com vontade de desvendar mais conspirações.
Todos os episódios estão disponíveis no catálogo mundial da Netflix, com opções de áudio original em alemão e dublagem em português.
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