Atualidades

Mulher presa por envenenar bolo no RS pesquisou arsênio na internet e queria se vingar de briga; veja o que a Polícia já descobriu

Uma história chocante que mistura traição, mistério e um ingrediente mortal: o arsênio. Em Torres, no Rio Grande do Sul, um simples bolo de família se tornou a arma de um crime que tirou a vida de três pessoas e deixou outras em estado grave. No centro dessa trama macabra está Deise Moura dos Anjos, nora de Zeli dos Anjos, a doceira que, sem saber, preparou o bolo envenenado.

Deise foi presa temporariamente no dia 5 de janeiro, sob suspeita de ter adicionado arsênio à farinha utilizada no preparo do bolo. A investigação, conduzida pelo delegado Marcus Vinícius Veloso, revelou que Deise fez buscas na internet sobre o veneno antes do crime, inclusive pesquisando onde comprar a substância.

Leia tambémComo será o seu 2025? Faça o teste e descubra em menos de 60 segundos

Esses indícios, somados a outras provas que a polícia mantém em sigilo para não comprometer o andamento do caso, levaram à prisão da suspeita.

Mas o que levaria alguém a cometer um ato tão cruel? A polícia ainda não divulgou o motivo do crime, mas a principal linha de investigação aponta para uma possível vingança.

Fontes próximas à família revelaram que Deise e sua sogra, Zeli, tinham uma relação conturbada, marcada por desentendimentos e disputas familiares. A polícia trabalha com a hipótese de que o envenenamento do bolo seria uma forma de Deise se vingar de Zeli e, possivelmente, de outros membros da família.

O arsênio, um elemento químico presente na natureza e também usado na fabricação de pesticidas, foi encontrado em altas concentrações no sangue das vítimas.

A perícia, liderada por Marguet Mittman, diretora do Instituto-Geral de Perícias (IGP), constatou que a quantidade de arsênio encontrada em uma das vítimas era 350 vezes maior do que a dose letal. As análises também confirmaram que a farinha utilizada no bolo era a única fonte de contaminação.

A tragédia aconteceu no dia 23 de dezembro de 2024, durante um café da tarde em família. Sete pessoas comeram o bolo e, logo nos primeiros pedaços, perceberam um gosto estranho e apimentado. Zeli, a primeira a notar o sabor desagradável, tentou impedir que os demais continuassem comendo, mas já era tarde.

As irmãs Neuza Denize Silva dos Anjos e Maida Berenice Flores da Silva, juntamente com Tatiana Denize Silva dos Anjos, filha de Neuza, não resistiram ao envenenamento e faleceram.

Zeli, que comeu duas fatias do bolo, foi internada em estado grave e chegou a ser transferida para a UTI, mas felizmente se recuperou e já teve alta. Uma criança de 10 anos também comeu o bolo e precisou ser hospitalizada, mas já está em casa.

O caso chocou a comunidade de Torres e gerou comoção em todo o país. A frieza e a premeditação do crime, evidenciadas pelas buscas de Deise por informações sobre o arsênio, causaram indignação e revolta. A polícia segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes e descobrir se outras pessoas, além de Deise, estão envolvidas no crime.

Enquanto a investigação segue seu curso, a família tenta se reerguer da tragédia e lidar com a dor da perda. A lembrança do bolo envenenado, que deveria ter sido um símbolo de união e afeto, se transformou em uma marca de dor e sofrimento.

Leia também“Não consegui engravidar por anos, mas um drinque no Natal mudou tudo”, revela mãe – LEIA AQUI seu incrível relato

Compartilhe o post com seus amigos e familiares! 😉

Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

Recent Posts

Ele foi confundido com um morador de rua, denunciado à polícia e você não vai acreditar porquê

Uma caminhada feita para acalmar uma recém-nascida terminou com uma viatura estacionada diante da casa…

1 semana ago

Pensão alimentícia por PIX: O que muda com a nova lei para pais e filhos?

Por Nara Rúbia Cristina Ribeiro, advogada e atua em todo o país, especialmente em Goiânia -…

1 semana ago

A luta na justiça por tratamentos de câncer: um direito que NÃO pode esperar

Por Nara Rúbia Cristina Ribeiro, advogada especializada em Direito da Saúde Como advogada especializada na defesa…

2 semanas ago

Enamed obrigatório: a nova fronteira para o exercício da Medicina no Brasil

Por Nara Rúbia Ribeiro, advogada especizada em Direito Médico e da Saúde Uma recente mudança…

3 semanas ago

Plano de Saúde negou tratamento? Você pode conseguir uma “liminar” e reverter a decisão rapidamente

Por Nara Rúbia Cristina Ribeiro, advogada especializada em Direito da Saúde Receber a notícia de uma…

3 semanas ago

A negativa do Plano de Saúde: quando o dano vai além do corpo

Por Nara Rúbia Cristina Ribeiro, advogada especializada em Direito da Saúde Ninguém contrata um plano de…

3 semanas ago