Para a autora e escritora Gloria Perez, os assassinos confessos de sua filha – Guilherme de Pádua e Paula Thomaz – não são capazes de se regenerar, tampouco de gerar recuperar moralmente após o que fizeram.
“É claro que as pessoas podem ser recuperadas. Mas isso não inclui os psicopatas. Não se tem notícia de psicopata recuperado. E Paula e Guilherme são psicopatas de carteirinha.”
Em depoimento que circula na imprensa, Gloria explicou ainda o porquê dos dois não terem dado depoimento para a série Pacto Brutal, que está disponível do HBO Max:
“O que eles disseram para se defender, antes e durante o julgamento, está na série. Ouvi-los agora para quê? Para perguntar como estão passando? Não faz sentido dar palco a psicopata.”
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Importante lembrar que a ideia do documentário não foi da autora. Ainda assim, ela foi procurada pela diretora Tatiana Issa, que assegurou que faria um trabalho sem sensacionalismo.
“A história não está sendo recontada: está sendo contada – é a primeira vez que se dá voz aos autos do processo que condenou os dois assassinos por homicídio duplamente qualificado”, explicou.
Gloria Perez também disse que não acredita que o crime tenha sido um feminicídio.
“A motivação dos dois é muito clara: redução de personagem, inveja, vingança. O fato de ser mulher importou para o tratamento que a imprensa deu ao assassinato. Como bem diz meu filho: se um homem é encontrado espancado e apunhalado 18 vezes num local de desova, a pergunta é: quem jogou ele lá? Quando se trata de uma mulher, não falta quem especule: o que ela foi fazer lá?”
Ao final, ela esclareceu a ausência do pai de Daniella, que morreu dois anos depois da filha.
“A seleção de fotos não foi feita por mim: apenas cedi os álbuns de família para a Tatiana e o Guto (Barra, diretor). Luiz Carlos (Perez) era muito ligado a Daniella e o câncer que o vitimou foi consequência direta do crime. Ele se fechou na sua dor, implodiu.”
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