Tem coisa que a gente dá play “só para testar” e, quando vê, está apostando teoria a cada cena. “O Inocente” (El inocente/The Innocent) é exatamente esse caso: uma minissérie espanhola da Netflix que vai mudando o tabuleiro a cada capítulo e obriga você a rever quem está do lado de quem. No catálogo brasileiro, o título aparece como O Inocente.
Mateo Vidal (Mario Casas) tenta reconstruir a vida nove anos depois de um homicídio culposo.
Casado com Olivia (Aura Garrido) e pronto para seguir em frente, ele é puxado de volta ao passado quando uma ligação dispara uma sequência de eventos que ninguém consegue controlar.
Em paralelo, a detetive Lorena (Alexandra Jiménez) e o enigmático Teo (José Coronado) entram no tabuleiro por linhas que, à primeira vista, parecem não se cruzar.
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Cada episódio muda o ponto de vista e entrega peças novas do quebra-cabeça — um formato que mantém a tensão e dá aquela vontade de “só mais um”.
O roteiro (adaptação do livro de Harlan Coben) joga com memórias falhas, identidades trocadas e conexões improváveis, enquanto a direção de Oriol Paulo (especialista em reviravoltas) controla bem o ritmo e as viradas.
O elenco principal tem Mario Casas, Aura Garrido, Alexandra Jiménez e José Coronado em performances que sustentam a escalada de suspeitas.
A minissérie tem 8 episódios, foi lançada em 30 de abril de 2021 e nasce do acordo da Netflix para adaptar várias obras de Coben.
Porque a trama vira de direção repetidas vezes sem perder o fio: personagens que parecem resolvidos ganham camadas, pistas inocentes voltam com outro peso e a pergunta “quem está dizendo a verdade?” muda de dono a cada capítulo — o tipo de construção que rende maratona e debate. (Repare como o episódio 2 reorganiza tudo o que você achava que sabia.)
Disponível na Netflix Brasil como “O Inocente”, com trailer oficial na própria página do título.
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