*Transcrito de áudio do programa Academia CBN
“Pensar bem nos faz bem, então vamos pensar um pouco sobre princípios desviantes. Valores oportunistas. “Vale se nos valer”.
Há pessoas, especialmente nos tempos que ainda vivenciamos (mas não para sempre) que, na atividade política, na atividade de gestão pública ou privada, na atividade de governo, no mundo partidário, se comportam como pessoas que, não é que não tenham princípios, mas os tem em larga demasia e tem princípios que são mutáveis, são cambiantes, valem de acordo com a circunstância e, portanto, esse tipo de oportunismo degrada imensamente a própria ideia de uma convivência positiva.
Lord Palmerston, que foi um político britânico do século XIX (aliás por várias vezes ministro e em governos diversos do mundo britânico), escreveu, de maneira muito direta e sincera (na época ainda não existia como gravá-lo, mas lendo suas palavras dos discursos que fazia vale imaginar como se ele estivesse aqui agora), disse um dia Lord Palmerston “nós não temos aliados eternos nem inimigos perpétuos. Nossos interesses é que são eternos e perpétuos e nosso dever é perseguir estes interesses”, isto é: a lógica da conveniência. “Vale se valer para nós”.
“Nós não temos aliados eternos nem inimigos perpétuos. Nossos interesses é que são eternos e perpétuos e nosso dever é perseguir estes interesses”, marca-se aí a ideia da política como conveniência circunstancial, isto é, princípios e valores que estão submetidos, subordinados a interesses individuais ou grupais e não àquilo que seria geral.”
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