O Brasil terá um começo de semana marcado por tempo bastante instável em parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Entre esta segunda-feira (25) e quinta-feira (28), dois ciclones extratropicais devem atuar em sequência e reforçar áreas de chuva forte, temporais, queda de granizo e rajadas de vento em diferentes estados.
A situação exige atenção principalmente porque os sistemas aparecem em um curto intervalo de tempo. Na prática, isso significa que algumas áreas podem receber grandes volumes de chuva antes mesmo de o tempo conseguir estabilizar, o que aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e transtornos em áreas urbanas e rurais.
De acordo com a Meteored, o primeiro ciclone extratropical se formou na costa do Sudeste durante o fim de semana. A atuação desse sistema já provocou chuva expressiva em pontos de São Paulo, com acumulados próximos de 80 mm em algumas áreas.
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Enquanto esse primeiro sistema perde força sobre o Oceano Atlântico, uma nova área de baixa pressão ganha intensidade sobre a Região Sul. A tendência é que ela dê origem a outro ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (26).
Esse segundo ciclone deve organizar nuvens carregadas entre o sul de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com isso, o risco de temporais aumenta ao longo do dia, especialmente em áreas onde o calor e a umidade ajudam a alimentar as instabilidades.
Além da chuva forte, a previsão indica rajadas de vento em torno de 50 km/h entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina até terça-feira (26). Embora não sejam ventos extremos, eles podem causar transtornos quando associados a chuva intensa e temporais localizados.
As tempestades mais fortes devem atingir o oeste do Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (25). No Paraná, os temporais podem começar ainda no fim da manhã e avançar aos poucos para áreas catarinenses e gaúchas até o fim do dia.
O período entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira merece atenção especial. Nesse intervalo, a combinação dos dois sistemas pode reforçar as instabilidades sobre o sul de Mato Grosso do Sul, além do oeste do Paraná e de Santa Catarina.
Nessas áreas, há possibilidade de granizo e de danos pontuais provocados por vento forte. Também não está descartada chuva volumosa em curto espaço de tempo, situação que costuma favorecer alagamentos rápidos em cidades com drenagem comprometida.
Na manhã de terça-feira (26), a tendência é de enfraquecimento das tempestades no oeste do Paraná. Já em Mato Grosso do Sul, a instabilidade deve persistir até pelo menos o meio da tarde, ainda com risco de pancadas fortes em alguns pontos.
A terça-feira também deve ser chuvosa na faixa leste do Rio Grande do Sul e, principalmente, em Santa Catarina. Mais tarde, as áreas de instabilidade podem alcançar o leste de São Paulo, com chuva entre a tarde e a noite.
Os maiores acumulados associados aos ciclones são esperados entre a noite de domingo (24) e o fim de quarta-feira (27). A previsão aponta volumes que podem chegar a 100 mm ou até passar desse patamar no oeste do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul.
O ponto mais preocupante é que boa parte dessa chuva pode cair em poucas horas. Quando isso acontece, o solo e os sistemas de drenagem não conseguem absorver a água com rapidez suficiente, aumentando o risco de enxurradas, transbordamentos e inundações repentinas.
Em outras áreas sob influência dos sistemas, os acumulados devem variar entre 40 mm e 70 mm. Ainda assim, a distribuição da chuva não será totalmente uniforme: algumas cidades podem registrar volumes elevados, enquanto outras terão precipitação mais irregular ou até pouco significativa.
Na quarta-feira (27) e quinta-feira (28), o segundo ciclone extratropical deve se afastar em direção ao oceano. Com isso, as instabilidades começam a diminuir gradualmente no Sul e no Sudeste.
Mesmo com o afastamento do sistema, ainda pode chover de forma fraca na faixa leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. A tendência, porém, é de redução do risco de temporais intensos nessas áreas.
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