Um cristão que se perdesse em raciocínios proibidos poderia muito bem se perguntar um dia: Será, pois, “necessário” que haja realmente um Deus e também um cordeiro que carrega os pecados dos homens, se a “fé” na existência de semelhantes seres já é suficiente para produzir o mesmo efeito?
Não são seres “supérfluos”, caso existam realmente? De fato, tudo o que a religião cristã dá à alma humana de benfazejo, que consola e torna melhor, como tudo o que assusta e esmaga, provém dessa crença e não do objeto dessa crença.
Não é em nada diferente desse célebre caso: pode-se afirmar que nunca houve bruxas, mas os terríveis resultados da crença na bruxaria foram os mesmos que se tivesse realmente havido bruxas.
Para todas as ocasiões em que o cristão espera a intervenção de um Deus, mas o espera verdadeiramente— porque não há Deus— sua religião é muito inventiva para encontrar subterfúgios e razões de tranquilidade: nisso é certamente uma religião cheia de espírito.
Para dizer a verdade, a fé não conseguiu ainda deslocar verdadeiras montanhas, embora isso tenha sido afirmado por não sei mais quem; mas sabe colocar montanhas onde não as há.
Excerto da obra Humano Demasiado Humano
Ver veias saltadas no braço, nas mãos ou nas pernas costuma causar aquela dúvida imediata:…
Há suspenses que assustam pelo susto. Outros incomodam porque colocam o perigo em um lugar…
Por muitos anos, Kolsoum Akbari viveu sem levantar grandes suspeitas. O que parecia ser uma…
Shirley MacLaine nunca coube muito bem no molde de estrela comportada que Hollywood tentou vender…
Vampiros costumam entrar em cena como criaturas elegantes, perigosas e quase inalcançáveis. Em Entrevista com…
Há atores que envelhecem tentando preservar a imagem que o público guardou deles. Nick Nolte…