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No Ceará, casca da castanha pode ser usada para fabricar placas solares

Pesquisadores da Universidade Federalista do Ceará (UFC) desenvolveram placas solares desde único azeite tirado da castanha de caju. As placas conseguem coletar radiação solar e alcançam resultados promissores, com eficácia até elevado às técnicas já utilizadas no mercado.

Apesar de ainda estar em fases de testes, a chapa é considerada bem promissora para comercialização. A eficácia dela é 42,86%, elevado inclusive à da extensão mercantil, cuja eficácia foi de 41,85%.

O objetivo é unir três vantagens:

1) aproveitar o subproduto da castanha, que há em excesso no Ceará e é descartado pela indústria;

2) a incidência forte de insolação ao longo do ano no semiárido nordestino e;

3) baratear o custo do coletor solar térmico – é o que propõe uma pesquisa em desenvolvimento na Universidade Federal do Ceará (UFC), no Laboratório de Filmes Finos em Energias Renováveis (LAFFER).

O estudo é uma iniciativa de Diego Pinho, em sua tese de doutorado. A pesquisa revelou resultados preliminares satisfatórios. “A nossa expectativa é positiva, a melhor possível”, pontuou Pinho.

A pesquisa, iniciada em 2017, é feita em parceria com o Laboratório de Energia Solar e Gás Natural (LESGN) da UFC. “O principal componente do coletor solar de placa plana é a superfície absorvedora, onde será depositado o LCC”, esclareceu o pesquisador. “Essa superfície feita com o LCC absorve a radiação solar e promove o aquecimento de um fluido, como água ou óleo”.

Uma das indicações do projeto é o uso em unidades de dessalinização – coletiva para atender uma comunidade ou familiar, cuja fonte de água é salobra e precisa tornar-se potável, por exemplo.

A pesquisa é orientada pelo professor Nivaldo Aguiar Freire e comprovou até o momento que o LCC é viável e funcionaria como alternativa visando reduzir custos das placas de aquecimento solares.

“Precisamos observar por um período maior de tempo, em condições ambientais, exposto a umidade e à luz solar, o funcionamento da superfície coletora da energia solar”, pontuou Pinho. “Poderão ser feitos aperfeiçoamentos para gerar resultados melhores”.

Novos estudos podem ser realizados por outros estudantes, uma vez que, até março do próximo ano, a tese deverá ser defendida. “A pandemia de Covid-19 atrasou e dificultou novos testes porque as atividades presenciais foram suspensas”, explicou Diego Pinho.

Para o pesquisador, “o conhecimento gerado por esse projeto deverá ser transferido para o setor produtivo da energia solar térmica, reduzindo-se os custos para obtenção de uma energia limpa e sustentável”.

Ainda não foi feita análise de custo que indicaria redução de valor das placas térmicas com o uso do componente LCC em comparação com o modelo em uso atualmente – óxido de titânio e cromo.

Informações de Ciclo Vivo

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