Tem um tipo de suspense que não depende de correria, perseguição ou “assassino mascarado”: ele nasce quando alguém olha para um corpo e percebe que a verdade está escondida em detalhes que quase ninguém vê. Scarpetta aposta exatamente nisso — e usa o fascínio (e o desconforto) do trabalho forense como motor do mistério.
A nova série policial do Prime Video estreia em 11 de março de 2026 e chega com um elenco que, sozinho, já parece manchete: Nicole Kidman, Jamie Lee Curtis, Bobby Cannavale e Simon Baker. A primeira temporada terá oito episódios.
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Baseada nos best-sellers de Patricia Cornwell, a trama acompanha Kay Scarpetta, médica patologista e referência em investigação criminal, conhecida por unir tecnologia, análise minuciosa e leitura fria de evidências para destravar casos que emperram no “achismo”.
A personagem nasceu inspirada em vivências reais do universo da medicina legal — e isso ajuda a explicar por que as histórias carregam um peso de realidade mesmo quando viram ficção.
O que diferencia Scarpetta de mais um procedural de “caso da semana” é a forma como a série se organiza: duas linhas do tempo, alternando passado e presente, para mostrar não só o crime, mas o rastro que ele deixa na vida da protagonista.
Em outras palavras: não é sobre chegar ao culpado rápido — é sobre como certas escolhas (e certas cenas) continuam voltando quando você menos quer.
E aqui entra um segundo eixo forte: família. Jamie Lee Curtis interpreta Dorothy, a irmã de Kay, e a dinâmica entre as duas promete ser um dos motores dramáticos — o tipo de relação que tanto pode dar chão quanto virar gatilho emocional no pior momento possível.
A escalação é esperta porque Curtis não chega só como “nome grande”: ela também está envolvida na produção do projeto.
Nos bastidores, a série tem cara de produto bem calculado: Liz Sarnoff (showrunner e desenvolvedora) comanda o texto, enquanto a lista de produtores executivos inclui, além de Kidman e Curtis, nomes ligados à Blumhouse Television — o que sugere uma atenção especial ao clima de tensão e ao lado mais psicológico dos casos, sem precisar apelar para exageros.
Para quem gosta de histórias forenses, o apelo está em ver como a série deve equilibrar procedimento e drama: laboratório, necrotério, tecnologia, bastidores de investigação, mas também reputação, pressão pública, desgaste e vínculos pessoais atravessando decisões profissionais.
O elenco de apoio também aponta para um ecossistema “completo” de investigação, incluindo Ariana DeBose e outros nomes no time principal.
Um detalhe que ajuda a visualizar o projeto é a produção em escala: a série teve filmagens programadas/realizadas em Nashville (Tennessee), o que combina com a proposta de reconstituir ambientes de trabalho e cenas de investigação com mais densidade do que aquele “cenário genérico de estúdio”.
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