Sociologia

Stan Lee ataca racismo em texto escrito há 50 anos: ‘É irracional e louco’

Após a notícia de que Stan Lee havia morrido aos 95 anos de idade, os fãs do mundo todo não estão apenas de luto, mas honrando a lenda com inúmeros tributos. Stan Lee escreveu muitos quadrinhos ao longo de sua carreira, incluindo histórias como o temerário Demolidor, Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico, etc.

Mas Lee não era conhecido apenas por ser um escritor de histórias em quadrinhos e criador de muitos de nossos amados heróis, ele também foi uma grande inspiração para muitas pessoas ao redor do mundo que encontraram conforto e consolo em suas criações.

Ele fez as pessoas acreditarem que, em face da grande injustiça, uma pessoa comum pode se tornar um herói. Com todos os bravos indivíduos mascarados salvando o mundo nos quadrinhos, Stan Lee também aproveitou o tempo para compartilhar seus pensamentos em um cenário fora do mundo se seus personagens.

A coluna intitulada “Soapbox de Stan” de 1968 (que costumava integrar as revistas em quadrinhos da Marvel) se destaca mesmo depois de cinco décadas, uma vez que as questões que ele abordava ainda são muito relevantes em nossa sociedade. Se nos lembrarmos de Stan por uma coisa, provavelmente deveria ser também por esse seu lado humano.

“Vamos colocar as cartas na mesa: preconceito e racismo estão entre as coisas mais mortais assombrando a nossa sociedade hoje em dia. Mas, ao contrário do que acontece com um time de supervilões de uniforme, eles não podem ser parados com um soco na cara ou um tiro de arma a laser”.

A única forma de destruí-los é expô-los”. “Revelá-los pelos maus horríveis que eles são de verdade. O preconceituoso é um hater sem lógica – ele odeia cegamente, fanaticamente, indiscriminadamente. Se seu negócio é contra homens negros, ele odeia todos os homens negros. Se uma ruiva lhe ofendeu uma vez, ele odeia todas as ruivas. Se um estrangeiro consegue um emprego no lugar dele, ele acha que todos os estrangeiros são ruins”.

Cedo ou tarde, se um homem quer ser digno de seu destino, seu coração deve se encher de tolerância”, conclui. “Só quando isso acontecer vamos ser dignos do conceito de que Deus criou o homem a sua semelhança – um Deus que chama a todos nós de seus filhos.

Confira abaixo o texto original

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