Uma live de dança que parecia “normal” acabou virando o assunto do dia nas redes chinesas por um motivo bem específico: o filtro de beleza travou por alguns segundos e deixou aparecer o rosto real da streamer — sem maquiagem e sem o efeito que suaviza pele, muda proporções e afina traços.

O vídeo teria surgido no Douyin (plataforma chinesa parecida com o TikTok) e depois ganhou outras redes, repostado por perfis de terceiros.

Nem o nome da influenciadora, nem a conta original foram confirmados nas publicações que circularam mais, mas a história veio acompanhada de um número que chamou atenção: ela teria perdido cerca de 150 mil seguidores depois do “deslize” do filtro.

pensarcontemporaneo.com - Streamer chinesa perde 150 mil seguidores após filtro de beleza falhar em transmissão ao vivo e mostrar seu rosto real

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Nas imagens, ela aparece dançando de frente para a câmera com um filtro forte: pele bem clara e lisa, simetria exagerada no rosto e até uma mudança no “tamanho” do corpo, deixando a silhueta menor e mais delicada.

Quando o recurso some, o que aparece é uma versão muito mais natural — com tom de pele mais quente e sem aquelas alterações artificiais.

A reação do público seguiu dois caminhos bem diferentes. Uma parte acusou a streamer de “enganar” a audiência, como se o conteúdo todo fosse uma fachada criada pelo aplicativo.

Outra parte foi na direção oposta e questionou por que tanta gente se sente pressionada a usar esse tipo de filtro para ser aceita — ainda mais quando, no vídeo, ela continua sendo vista como bonita por muita gente.

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Nos comentários que se espalharam junto com o clipe, surgiram frases de apoio e críticas duras. Teve quem dissesse que ela “não precisava disso” e que poderia até ganhar novos seguidores por aparecer como é; e teve quem tratasse a situação como prova de “persona falsa” nas redes.

Também apareceu aquela constatação meio amarga: filtros parecidos são comuns e acabam padronizando rostos, como se todo mundo tivesse que caber no mesmo molde.

Com a repercussão crescendo, o debate também virou cobrança para as plataformas.

Muita gente apontou que o problema não está só em quem usa, mas no jeito como os aplicativos recompensam aparência “perfeita” e punem quando a realidade aparece — e que esse tipo de mecânica tem impacto direto na autoestima e na saúde mental de quem cria conteúdo e de quem consome.

O vídeo está disponível aqui (Instagram).

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Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.