O físico britânico Stephen Hawking faleceu nas primeiras horas de hoje, 14 de março de 2018, em sua casa em Cambridge – Inglaterra.

Halking foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo, quando tinha 21 anos, tendo os médicos como cera a sua morte dentro de dois anos.

Um dos maiores gênios do nosso tempo, Hawking perdeu a capacidade de locomoção e gradativamente viu-se sem os movimentos corpóreos, mexia apenas as pontas dos dedos e olhos.

Ele se formou em física na Universidade de Oxford, em 1962. Pela instituição, ele foi premiado na classe licenciatura em Ciências Naturais, antes de se fazer seu doutorado em cosmologia em Cambridge.

Estudou a fundo gravidade e as propriedades dos buracos negros, teve a sua vida contata em livro e no cinema, o que fez com se tornasse ainda mais conhecido.

Abaixo, uma de suas reflexões sobre a vida e a depressão:
“A mensagem desta palestra é que os buracos negros não são tão negros quanto parecem. Eles não são as prisões eternas que pensávamos. E se não existe um “horizonte de eventos”, não há buracos negros, se considerarmos que eles funcionam como locais dos quais a luz não pode escapar para o infinito.

As coisas conseguem escapar para fora de buracos negros e possivelmente para outro universo. Então, se você se sentir dentro de um buraco negro, não desista – há uma saída. Eu acho que as pessoas têm o direito de encerrar a própria vida, se quiserem. Mas eu acho que seria um grande erro. Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que você pode fazer, e triunfar. Enquanto há vida, há esperança.

Eu não tenho muita coisa boa para dizer da minha doença, mas ela me ensinou a não ter pena de mim mesmo e a seguir em frente com o que eu ainda pudesse fazer. Estou mais feliz hoje do que quando era saudável. Tenho a sorte de trabalhar com Física teórica, uma das poucas áreas em que a minha deficiência não atrapalha muito.

Quando minha doença foi diagnosticada, nem eu nem meus médicos esperavam que eu viveria mais 45 anos. Acho que meu trabalho científico me ajudou a seguir adiante. Na primeira hora, eu fiquei deprimido. Mas a doença avançou mais devagar do que eu esperava. Comecei a aproveitar a vida sem olhar para trás. Minha doença raramente atrapalhou meu trabalho. Isso porque tive sorte de encontrar a Física teórica, uma profissão em que minha doença quase não atrapalha. Faço meu trabalho dentro da minha cabeça. Na maioria das profissões, teria sido muito difícil.

Medo de morrer eu não sinto, mas também não tenho pressa. Tem muita coisa que eu quero fazer antes. Todos nós vivemos com a perspectiva de morrer no fim. Comigo é exatamente igual, a diferença é que eu esperava a morte bem mais cedo. Mas ainda estou aqui”.

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