“Neste momento o vírus está ganhando uma batalha e acredito que as coisas irão piorar nas próximas semanas. Mas estou convencido de que quando a porcentagem de pessoas vacinadas aumentar, a pandemia diminuirá. Acredito que venceremos este vírus antes de julho.”

Juan Fueyo e é um cientista e escritor espanhol autor do livro “Viral” que detalha a história “da humanidade contra os vírus”. Numa entrevista dada ao jornal espanhol El País, Fueyo defende que o novo coronavírus será “história” ainda antes de chegarmos ao meio do ano, com um regresso à tão desejada normalidade.

“Espero que em agosto possamos viajar, voltar ao trabalho, abraçar os amigos e comer um sanduíche de lula lá naquele bar da Plaza Mayor de Madrid, que está sempre cheia”, afirmou o cientista.

Ao longo da sua entrevista, Juan defende que a única forma de vencer o vírus é com ciência. “Em latim, vírus significa veneno e ciência significa conhecimento. A ciência é a única que pode nos salvar desta pandemia e das que virão”, atira.

Apesar do otimismo ao defender que a Covid-19 passará à história ainda neste semestre, o escritor é cauteloso e alerta que a próxima pandemia pode ser igual ou pior e argumenta a sua tese com a gripe espanhola de 1918.

“Com a gripe [espanhola] de 1918, 500 milhões de pessoas foram infectadas, se calcularmos a população que era com o crescimento que existe agora, é fácil concluir que 3 ou 4 milhões de pessoas podem ser infetadas por um vírus mortal nas próximas décadas”, defende.

Juan acrescenta ainda: “Temos tido sorte porque muitas pessoas passam pela doença sem problemas e a taxa de mortalidade é muito baixa. Imagine que a próxima pandemia tenha as propriedades da varíola, que atacava as crianças, ou poliomielite, que deixava os sobreviventes com problemas de deficiência. Se começar a imaginar isso, poderá concluir que haverá um apocalipse e ele deve ser anunciado para que as pessoas sejam cautelosas e tomem as decisões certas”, conclui.

O escritor sublinha ainda que é preciso aprender com esta pandemia para sabermos como reagir a uma eventual próxima.

Leia a entrevista completa no El País

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