Via Jornal USP

São mais de 2 mil quilômetros que separam o campus da USP, em São Carlos, de uma cidade que você provavelmente nunca ouviu falar: Oeiras, um município localizado no sertão do Piauí. A cidade ganhou destaque nos últimos anos depois de conquistar um verdadeiro salto na educação.

Em 2017, Oeiras obteve nota 7,1 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, uma nota que é maior do que a meta esperada para as escolas brasileiras em 2021. Compartilhar essa experiência bem-sucedida foi o que mobilizou a professora Tiana Tapety, secretária municipal de Educação de Oeiras, a participar de uma mesa-redonda no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos. Convidada para falar sobre as realidades da escola brasileira, a professora mostrou como conseguiu transformar a educação pública da cidade.

Tiana explica que, a partir de um estudo realizado em 2013, a cidade decidiu implementar mudanças e sair do usual e do tradicional. “Teríamos que agregar e congregar os vários conhecimentos que temos dentro das nossas potencialidades como município”, comenta.

Ainda segundo Tiana, a primeira coisa feita foi alfabetizar as crianças, algo óbvio, porém, até então, ineficiente. Deu-se início a um projeto de alfabetização e em seguida um projeto de leitura, possibilitando a expansão dos horizontes dos alunos. Além dessas iniciativas, as escolas municipais de Oeiras também investiram em projetos para promover a leitura e a arte.

Para a secretária, a falta de formação adequada aos futuros professores é uma das principais barreiras que dificultam as melhorias da educação pública brasileira. “Os desafios são grandes, estamos no século 21 com grandes exigências de formação humana, mas nosso docente ainda tem uma formação do século 19 e é onde acontece o confronto; a formação do século 19 não está dialogando com a do século 21”, afirma a secretária.

Acesse aqui a página da Rádio USP e a entrevista na íntegra.

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