Uma mancha que “não coça e não dói” costuma ser ignorada. O detalhe é que, na hanseníase, o sinal mais importante muitas vezes não é a aparência da pele — é a perda de sensibilidade naquele ponto.
E é justamente esse tipo de distração do dia a dia que o Janeiro Roxo tenta combater: quanto mais cedo a doença é identificada e tratada, menor o risco de lesões nos nervos e de incapacidades.
Os dados mais recentes reunidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) colocam o Brasil em uma posição que preocupa: o país registrou 22.129 novos casos em 2024 e segue como o 2º com mais notificações no mundo, atrás apenas da Índia (100.957). No total global, foram 172.717 novos casos em 2024.
A hanseníase é uma infecção crônica causada por uma bactéria que atinge principalmente pele e nervos periféricos. Sem tratamento, pode evoluir com comprometimento neurológico e perda de força, por isso o diagnóstico precoce é tão decisivo.

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Como acontece a transmissão (e o que NÃO transmite)
A transmissão ocorre, em geral, pelo ar, quando uma pessoa com a forma transmissível ainda sem tratamento elimina o bacilo pelas vias aéreas (ao falar, tossir ou espirrar) após contato próximo e prolongado.
Objetos usados pela pessoa doente não são a via típica de transmissão, segundo orientações de saúde pública.
Sinais que merecem atenção
Os sinais mais comuns incluem:
- Manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas com alteração de sensibilidade (ao calor/frio, dor ou toque);
- Formigamento, fisgadas ou dormência, principalmente em mãos e pés;
- Espessamento de nervos e possível perda de força em face, mãos ou pés;
- Áreas com menos suor e redução de pelos.

Percebeu algo assim? A recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica (exame dermatológico e neurológico).
“Veja como se prevenir”: o que funciona na prática
Prevenção, aqui, passa por ações bem objetivas:
- Diagnóstico cedo + tratamento no tempo certo: além de evitar sequelas, reduz rapidamente o risco de transmissão.
- Investigação de contatos: quem mora (ou morou por tempo prolongado) com um caso novo deve ser avaliado pela equipe de saúde, mesmo sem sintomas.
- Estratégias para contatos, quando indicadas pela equipe: a OMS recomenda rastreamento de contatos e medidas preventivas como quimioprofilaxia com dose única de rifampicina para contatos, dentro de protocolos de saúde (não é para fazer por conta própria).
Tratamento tem cura e é oferecido pelo SUS
O tratamento é feito com combinação de antibióticos (poliquimioterapia) e é disponibilizado pelo SUS, com acompanhamento.
Um ponto-chave: no início do tratamento, a doença deixa de ser transmitida, o que reforça a importância de não adiar a ida ao serviço de saúde.
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