O registro de pelo menos 13 casos da Doença de Haff desde agosto deste ano na Bahia acendeu um alerta na Secretaria da Saúde do estado (Sesab).

Segundo o Sesab, a doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados.

Nenhum dos pacientes apresentou febre, sintomas respiratórios ou gastrintestinais e todos fizeram ingestão de peixe em menos de 24 horas.

“Nós não temos elementos suficientes para descrever a estrutura química dessa toxina ou como ela atua no organismo; se ela é produzida no corpo do peixe ou se o peixe já consome alimento. A gente não sabe”, disse Franciso Kelmo, diretor do Instituto de Biologia da Ufba.

Segundo a Sesab, a doença não possui tratamento específico, mas não é indicado o uso de antiinflamatórios.

A secretaria explicou que a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência renal e pode levar a morte caso não seja tratada.

A Sesab explicou ainda que, em agosto de 2020, Entre Rios, a cerca de 140 quilômetros de Salvador, registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença de Haff com relato de ingestão de pescado.

Em 2017, vários casos da doença foram registrados na Bahia. Na época, os médicos concluíram, por exclusão, que os casos ocorreram por intoxicação após a ingestão de peixe, o que desencadeia a chamada doença de Haff.

O estudo se baseou no resultado das amostras de fezes, urina e sangue de 15 pacientes analisados. Quatorze das 15 pessoas que relataram os sintomas informaram que consumiram peixe – a maioria olho de boi (Seriola spp) e badejo (Mycteroperca spp). A 15ª pessoa disse que comeu comida baiana, o que possivelmente poderia incluir essas espécies.

Os primeiros registros da doença eram associados a ingestão de peixes de água doce. Agora, mais recentemente, apareceram casos após o consumo de dois tipos de peixe de água do mar: o badejo e o olho de boi.

Mais informações em G1 / A Tarde

Imagem da capa: Reprodução/TV Bahia

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