DAVOS/SWITZERLAND, 30JAN10 - Ngozi Okonjo-Iweala, Managing Director, World Bank, Washington DC; Global Agenda Council on Corruption, is captured during the session 'Zero Option for Corruption' in the Congress Centre of the Annual Meeting 2010 of the World Economic Forum in Davos, Switzerland, January 30, 2010. Copyright by World Economic Forum swiss-image.ch/Photo by Remy Steinegger

A principal autoridade comercial da Coreia do Sul está desistindo de sua candidatura para se tornar a próxima diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, tornando provável que o cargo vá para a ex-ministra das finanças nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala. Ela se tornaria a primeira mulher a liderar a organização.

O Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coréia do Sul disse em um comunicado na sexta-feira que sua ministra do Comércio, Yoo Myung-hee, em breve dirá à OMC que ela está retirando sua candidatura.

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No entanto, “a candidata nigeriana não será automaticamente nomeada’, advertiu à AFP um diplomata europeu em Genebra, já que “a eleição exige um consenso que, na prática, significa a adesão dos Estados Unidos”.

O processo para designar o sucessor do brasileiro Roberto Azevêdo estava paralisado desde outubro, quando os embaixadores da OMC privilegiaram a candidatura da nigeriana, uma opção que contava com a oposição dos Estados Unidos de Donald Trump.

O responsável pela OMC costuma ser escolhido por consenso, o que paralisou o processo.

Embora o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já tenha tomado medidas para restaurar o apoio às instituições multilaterais, espera-se que ele proceda com cautela ao assinar novos acordos comerciais.

Em um discurso ao Departamento de Estado na quinta-feira, Biden prometeu colocar a diplomacia de volta no centro da política externa dos EUA, mas também teve o cuidado de enfatizar que a política externa deve beneficiar os americanos de classe média.

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Okonjo-Iweala ainda não reivindicou vitória e disse que espera primeiro o fim do processo de seleção, destacando que “a OMC deve concentrar sua atenção na pandemia de covid-19 e na recuperação econômica global”, segundo seu porta-voz.

O ministério sul-coreano disse que Yoo discutiu sua candidatura com funcionários dos Estados Unidos e de outros países membros da OMC antes de decidir retirar-se devido a considerações “abrangentes”.

A OMC com sede em Genebra, que foi criada em 1995 a partir do antigo Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, nunca teve uma mulher ou africana como líder.

Informações de CNN

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