A palavra cruzeiro vem de cruzar, atravessar, ir em várias direções. Ela tem uma conotação que nos remete a uma ideia de progresso, de ir além, de encontrar o que está do outro lado.

A primeira travessia do Oceano Atlântico aconteceu em 1819, mas até 1891 as viagens só aconteciam com objetivos comerciais e em condições precárias. Se alguém de fora da tripulação adentrava essa jornada era apenas para fugir de seu país de origem.

Com a chegada do século XX, entretanto, essa realidade mudou completamente, pois tiveram início as viagens turísticas que, à princípio, buscavam regiões com temperaturas mais altas como Nápoles, na Itália e Constantinopla (hoje Istambul, na Turquia).

Como tudo o que é bom tende a se perpetuar, os navios nunca mais deixaram de ser uma opção de viagem turística em grande estilo. Atualmente os navios são modernos e seguros, sendo até mesmo chamados de “cidades flutuantes” uma vez que, em suas dependências, podem ser encontrados os mais variados itens de serviço para conforto e entretenimento dos passageiros. Um cruzeiro europa, por exemplo, é considerado um sonho de consumo para grande parte dos viajantes que buscam conciliar a história e o romantismo do velho mundo com uma viagem repleta de conforto e glamour, características típicas dos grandes navios transatlânticos que anualmente disponibilizam suas cabines para pessoas de todo o mundo.

A diversidade cultural, inclusive, é um atrativo nos navios uma vez que em sua tribulação costumam estar presentes representantes de mais de uma dezena de países. Em uma única viagem podemos encontrar um comandante italiano, um salva-vidas mexicano, um oficial inglês, uma massagista tailandesa, um pianista africano, um maitre brasileiro, um crupiê americano, um artista canadense, uma camareira francesa. Isso só para brincar um pouco com as possibilidades.  Essa Torre de Babel cultural, mesmo que norteada pelas normas e procedimentos internos padronizados, é interessantíssima de se observar.  A diferença está nos traços físicos, no tom da pele, no sotaque, no jeito de olhar, rir e até de agradecer. É uma miscelânia de nuances que os tornam únicos. E, não é para menos, uma vez que alguns navios transportam mais de 5000 pessoas entre tripulação e passageiros. Outros transportam até mais de 8000 pessoas alocadas em até mais de uma dezena de andares. Com esses dados imagino que fique mais fácil entender o porquê do termo “cidade flutuante”.

Ou seja, com um pacote cruzeiro, uma pessoa que nunca saiu de seu país, em uma única viagem, terá uma amostra cultural de vários continentes enquanto bebe um aperitivo na piscina, assiste a um show de cabaré ou corre na academia. A experiência de um passageiro de navio vai do contato com diversos restaurantes, cassino, lojas, sauna, piscinas e bares à áreas de trabalho e exercícios, se assim desejar. Mesmo durante a noite existe uma experiência diferente, pois dormir enquanto o navio cruza o oceano embala o sono que se torna mais agradável. Isso, claro, antes de sequer mencionar os lugares onde o navio atracará para as visitas, dependendo do roteiro escolhido.

Isso sem falar na “cereja do bolo” que é conhecer vários lugares sem precisar se deslocar com malas e trocar de hotéis e quartos.

Quem já experimentou sempre quer voltar. Quem nunca foi deve experimentar.







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