Durante a pandemia do COVID-19, há evidências que a saúde mental global se deteriorou. O isolamento físico passou a ser regra, mas nem todos puderam passar esse período difícil em família, tendo que encarar a quarentena sozinho. Muitos passaram a sofrer com a solidão, a qual pode desenvolver ansiedade social, paranoia e até mesmo depressão.

Como nem sempre é possível ter alguém próximo para conversar e receber apoio, os sentimentos podem ser internalizados. Com o contraste nas relações provocado pela pandemia, é normal sentir falta do contato social e deixar que sentimentos negativos tomem conta em questão de meses.

Uma forma de tratar a solidão é conversar com terapeutas treinados para lidar com essas situações e ajudar os demais a lidar com os desafios emocionais. Porém, ainda por conta das normas de segurança de distanciamento físico, buscar apoio online de profissionais licenciados passou a ser uma boa opção para aqueles que enfrentam dificuldades. É possível encontrar ajuda de como escolher o melhor terapeuta para você aqui https://www.mytherapist.com/advice/therapists/.

Porém, além dos efeitos do distanciamento físico e quarentena, há evidências que aqueles que contraíram COVID-19 nos últimos meses também tiveram sequelas relacionadas à saúde mental e neurológica. Um ponto importante a se considerar, já que a saúde mental passa a não ser apenas afetada pelas medidas para conter o vírus, como também pelo próprio vírus.

O estudo publicado na revista Lancet

Segundo um estudo publicado na revista científica Lancet no começo de abril, pelo menos 34% daqueles que foram infectados pelo novo coronavírus apresentaram alguma sequela neurológica ou psíquica em até seis meses depois de se curar da doença.

Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde, em 17 de abril de 2021, o total de infectados no mundo pelo coronavírus foi de cerca de 140 milhões de pessoas. Em relação ao número de mortes, esse recentemente ultrapassou a marca de três milhões no mundo todo.

Estabelecendo uma conta a partir da proporção apresentada pelo estudo da Lancet, é possível que um terço dos infectados sobreviventes possa desenvolver as sequelas mencionadas, o que representaria uma quantidade expressiva de 45 milhões de pessoas.

As principais sequelas identificadas pelo estudo foram a ansiedade e os distúrbios de humor, respectivamente 17% e 14% dos casos. A pesquisa pretende, ainda, investigar se é possível que outros tipos de sequelas possam ocorrer após esse período de seis meses.

Não obstante, o estudo aponta que a probabilidade de apresentar sequelas neurológicas é maior para aqueles que foram internados em decorrência da doença. A incidência também é maior do que o observado para demais doenças como a gripe e outros tipos de doenças respiratórias.

Uma vez que os hospitais e clínicas podem não possuir a estrutura necessária para cuidar de todos os pacientes em potencial que venham a necessitar de ajuda terapêutica, é importante ressaltar o papel de plataformas online que liguem profissionais aos pacientes, como a MyTherapist.

Nesse sentido, através do tratamento online, é possível evitar o desconforto de sair de casa da pandemia e, também, ter alguém para conversar e promover auxílio psicológico a qualquer momento.

Cuidando e identificando pessoas próximas com saúde mental debilitada

Tendo em vista a considerável possibilidade de se desenvolver sequelas neurológicas e psicológicas naqueles que contraíram o coronavírus, além do próprio desafio daqueles que passam pela solidão durante o isolamento social, é importante prestar atenção nas pessoas próximas que possam desenvolver algum sintoma.

Não apenas é necessário observar aqueles que se recuperaram do coronavírus como procurar os amigos e parentes que se saiba que passam sozinhos o isolamento social ou quarentena.

Segundo Seth J. Gillihan, existem sete sinais principais naqueles que passam por alguma crise na saúde mental:

  1. Afastamento

Ainda que em algumas situações possa ser difícil notar um isolamento, sobretudo daqueles que não estão presentes no cotidiano, uma das formas de notá-lo é através de atrasos anormais para responder mensagens, evitar os amigos e evitar refeições.

2. Estresses recentes

Algumas situações recentes pelas quais as pessoas podem passar tornam-se, por vezes, agravantes de uma situação de deterioração da saúde que vem ocorrendo. A contração de Covid-19, a perda de emprego, os problemas financeiros pessoais e/ou dos negócios e a preocupação com a saúde dos amigos e parentes são os principais exemplos de tensões recentes que podem agravar a situação da saúde mental da pessoa.

3. Abuso de bebidas alcoólicas

O abuso no consumo de bebidas alcoólicas pode ser visto como uma fuga dos problemas para a pessoa que a consome para aliviar sentimentos. Um maior volume e maior frequência de consumo de álcool podem ser um indicador a se observar.

4. Luta para cumprir obrigações

É possível que o desânimo para realizar atividades usuais seja outro indicador. As situações latentes podem ser descumprimento de responsabilidades domésticas, ausência no trabalho e atraso para entregar tarefas.

5. Falta de autocuidado

Da mesma forma como pode haver o desânimo com obrigações acadêmicas, profissionais ou domésticas, há o descaso com a própria saúde. Isso pode ser notado a partir de mudanças alimentares, menor preocupação com a higiene pessoal e redução da atividade física.

6. Mudança nas perspectivas

Esse ponto é mais sutil e integra um lado mais psicológico da pessoa na sua resposta para os desafios que vêm ocorrendo. A falta de perspectiva com o futuro e o pessimismo exacerbado são os sinais mais evidentes.

7. Desesperança

Por fim, a desesperança atinge fortemente aqueles que não conseguem enxergar uma melhora para a pandemia e desanimam com qualquer esperança de agir ou esperar que a situação melhore em breve. 

Ainda que seja importante as pessoas próximas se ajudarem nesse momento e darem força para os amigos e parentes, nem sempre isso pode ser o suficiente. Deve-se ter paciência e, quando necessário, oferecer a oportunidade de conversar com um profissional especializado. Para isso, é importante o trabalho de psicoterapeutas e outros profissionais, os quais podem ser encontrados pessoalmente e, também, nos meios digitais.

Sobre a autora

Marie Miguel é especialista em redação e pesquisa há quase uma década, cobrindo uma variedade de tópicos relacionados à saúde. Atualmente, ela está contribuindo para a expansão e o crescimento de um recurso online gratuito de saúde mental com BetterHelp.com Com interesse e dedicação em lidar com os estigmas associados à saúde mental, ela continua a focar especificamente em assuntos relacionados à ansiedade e à depressão.

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