Tem filme que envelhece de um jeito curioso: nasce colado a um momento muito específico, quase como um retrato de emergência, e depois passa a funcionar também como uma pequena cápsula emocional. Confinamento, lançado em 2021, entra justamente nessa categoria.
A comédia romântica com Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor usa a pandemia como ponto de partida, mas o interesse da história está menos na crise sanitária em si e mais naquele desconforto doméstico que muita gente conhece bem: duas pessoas que já não sabem mais como se amar, mas também não conseguem simplesmente apagar o que viveram.

Na trama, Linda e Paxton estão prestes a se separar. A relação chegou naquele estágio em que qualquer conversa parece virar uma disputa, qualquer silêncio carrega ressentimento e até dividir o mesmo ambiente se torna cansativo.
Só que, antes que cada um possa seguir seu rumo, a pandemia de Covid-19 impõe um bloqueio em Londres e os dois acabam obrigados a continuar morando juntos por tempo indeterminado.
O roteiro parte desse incômodo para construir uma mistura de romance, comédia e filme de assalto. Entre discussões, taças de vinho, chamadas de vídeo e pequenas provocações, Linda e Paxton começam a se enxergar de novo fora do automático.
O que parecia só convivência forçada abre espaço para lembranças, fragilidades e uma reaproximação que não vem de forma açucarada, mas atravessada por ironia, cansaço e muita coisa mal resolvida.

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Dirigido por Doug Liman, de filmes como No Limite do Amanhã, e escrito por Steven Knight, criador de Peaky Blinders, Confinamento também chama atenção pelo contexto de produção.
O longa foi concebido e filmado durante a própria pandemia, o que explica a sensação de urgência e de improviso controlado em várias cenas.
Segundo informações disponíveis sobre o filme, ele acompanha um casal descontente durante o lockdown e inclui ainda uma trama envolvendo um roubo de joias em uma loja de departamentos.
Anne Hathaway interpreta Linda, uma executiva que tenta manter a vida funcionando enquanto lida com frustrações pessoais e profissionais. Chiwetel Ejiofor vive Paxton, um homem que carrega um passado complicado e se sente preso em uma vida menor do que esperava.

A química entre os dois sustenta boa parte do filme, especialmente porque a relação deles não é mostrada como uma paixão idealizada, mas como um vínculo cheio de falhas, implicâncias e memórias que ainda pesam.
O elenco também conta com nomes conhecidos em participações e papéis de apoio, como Stephen Merchant, Mindy Kaling, Ben Stiller, Lucy Boynton e Ben Kingsley, reforçando o lado meio caótico e bem-humorado da história.
O AdoroCinema descreve a premissa como a de um casal prestes a se divorciar que precisa permanecer junto durante a crise do coronavírus, até que poesia, vinho e o confinamento acabam aproximando os dois de uma maneira inesperada.
Para quem gosta de romances adultos, daqueles em que o conflito não depende de grandes vilões, Confinamento pode funcionar bem. O filme fala sobre desgaste, orgulho, rotina e sobre como certas relações continuam fazendo barulho mesmo quando parecem encerradas.
O toque de assalto entra como uma virada mais excêntrica, dando movimento à trama e tirando a história do drama doméstico puro.
Para quem tem VPN, Confinamento está disponível na Netflix. Uma alternativa é o Prime Video, onde a obra está disponível para aluguel ou compra.
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