Por muitos anos, Kolsoum Akbari viveu sem levantar grandes suspeitas. O que parecia ser uma sequência de casamentos com homens mais velhos acabou sendo tratado, depois, como um dos casos criminais mais perturbadores já investigados no Irã.
De acordo com as autoridades, ela escolhia homens idosos, criava uma relação de confiança e, em seguida, oficializava a união. Depois de algum tempo, esses maridos morriam em situações que, à primeira vista, não chamavam tanta atenção justamente por causa da idade avançada das vítimas.

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Esse detalhe teria ajudado Kolsoum a passar despercebida por duas décadas. Como muitas mortes eram vistas como resultado de problemas naturais de saúde, os casos não eram imediatamente ligados entre si. O alerta só começou quando investigadores perceberam que havia um número incomum de maridos mortos ligados à mesma mulher.
A partir daí, a polícia passou a revisar episódios antigos e encontrou indícios de um padrão. Segundo a investigação, Kolsoum teria usado veneno contra os companheiros para ficar com dinheiro, bens e heranças após a morte deles.

Durante a apuração, também surgiram relatos sobre o passado da acusada. Veículos que acompanharam o caso afirmaram que ela foi obrigada a se casar ainda muito jovem, embora existam versões diferentes sobre a idade exata que tinha na época.
Ao fim das investigações, as autoridades atribuíram a Kolsoum Akbari a morte de 11 homens ao longo de aproximadamente 20 anos. O caso ganhou forte repercussão no Irã pela duração dos crimes, pela idade das vítimas e pela forma como ela teria conseguido evitar suspeitas por tanto tempo.
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