No final de outubro, a Netflix lançou um emocionante filme de drama baseado em eventos reais: ‘Nyad’. Sob a direção de Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin, e com a brilhante atuação de Annette Bening, a obra retrata a extraordinária jornada de Diana Nyad, uma nadadora norte-americana de longa distância que, em 2013, alcançou a notável proeza de nadar de Havana, em Cuba, até a cidade de Key West, na Flórida, Estados Unidos.

A trama desenrola-se com Nyad, aos 64 anos, decidindo ser a pioneira a atravessar a nado os 160km que separam Cuba dos Estados Unidos. Contando com o apoio de sua melhor amiga e uma dedicada equipe de apoiadores, a jornada é delineada por desafios e triunfos, conforme a sinopse do filme destaca.

pensarcontemporaneo.com - A incrível história por trás de Nyad, filme da Netflix cotado ao Oscar 2024

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A vida (real) de Nyad

Diana Nyad, nascida em 22 de agosto de 1949, na cidade de Nova York, iniciou sua trajetória esportiva em Fort Lauderdale, na Flórida, após ser adotada pelo segundo marido de sua mãe. Seu envolvimento com a natação floresceu na adolescência sob a tutela do ex-atleta olímpico Jack Nelson, culminando em sua vitória como campeã estadual da Flórida em provas de nado costas, conforme compartilhou Nyad ao The New Yorker em 2014.

Na década de 1970, Nyad ganhou destaque internacional ao realizar façanhas impressionantes. Entre elas, destacam-se a natação ao redor da ilha de Manhattan, em 1975, em apenas 7 horas e 57 minutos, superando recordes da época. Além disso, estabeleceu um recorde mundial feminino ao percorrer 35 quilômetros de Capri a Nápoles, na Itália. Em 1979, nadou 160 quilômetros das Bahamas à Flórida em pouco mais de 27 horas, estabelecendo outro recorde mundial.

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Antes de anunciar sua aposentadoria em 1979, Nyad tentou, sem sucesso, atravessar o mar entre Havana, Cuba, e Key West, na Flórida, em 1978. Essa tentativa foi desviada em direção ao Golfo do México após 122 quilômetros.

A épica travessia

Segundo a People, Nyad não foi a primeira a tentar a travessia de Cuba aos Estados Unidos a nado. Walter Poenisch, detentor do recorde de maior natação no oceano na época, completou o percurso em julho de 1978, apenas dois dias antes da primeira tentativa de Nyad.

Entretanto, Poenisch não buscou o reconhecimento da proeza, levantando dúvidas sobre sua autenticidade, inclusive por parte de Nyad, que o acusou de ser “um trapaceiro”.

Após 30 anos afastada da competição, Nyad retomou os treinos aos 60 anos, visando concluir a travessia que lhe escapou no passado. Com uma equipe multidisciplinar de médicos, cientistas e navegadores do Golfo do México, ela tentou a façanha duas vezes em 2011 e uma vez em 2012, todas sem sucesso.

Legado que perdura

Foi somente em sua quinta tentativa, em 2 de setembro de 2013, que Nyad conseguiu completar a natação, consumando seu sonho após 52 horas e 54 minutos. Nessa ocasião, tornou-se a primeira pessoa a realizar o percurso sem o uso de uma gaiola de proteção, graças a avanços tecnológicos, contando com dispositivos eletrônicos repelentes de tubarões, máscara, luvas, botas e um macacão protetor.

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Ao longo dos anos, Diana Nyad transcendeu as fronteiras esportivas, compartilhando sua história em palestras e participações em talk shows. Em setembro de 2023, celebrando uma década desde sua audaciosa travessia, ela reflete em seu site: “Meu legado não é tanto uma marca nos livros dos recordes. O que espero que tenha se espalhado para uma grande população é a esperança. Espero acreditar que eles podem alcançar qualquer outra margem que perseguirem.”

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Fonte: Aventuras na História







Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.