Sete episódios. Nenhuma barriga. Nenhuma promessa quebrada no meio do caminho. Em um momento em que muita gente hesita antes de dar play em algo novo na Netflix, essa minissérie conseguiu fazer o mais difícil: prender atenção do começo ao fim e ainda virar conversa global.

Minisséries têm uma vantagem clara — elas começam e terminam quando precisam. E foi exatamente esse formato fechado que ajudou Bebê Rena a se transformar em um dos maiores fenômenos recentes da plataforma, somando cerca de 84 milhões de visualizações em poucos meses e entrando rapidamente na lista das produções mais assistidas do streaming.

pensarcontemporaneo.com - Hoje na Netflix: a minissérie que explodiu com 84 milhões de views e virou obsessão mundial

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Lançada em 11 de abril de 2024, quase sem campanha pesada de divulgação, a série chegou de mansinho ao catálogo. Bastaram alguns dias para o boca a boca fazer o resto.

A história acompanha Donny Dunn, um comediante em início de carreira que já lida com frustrações pessoais e profissionais — até cruzar o caminho de Martha, uma mulher cuja aproximação começa estranha e evolui para algo progressivamente sufocante.

A narrativa se desenvolve em sete episódios curtos, mas densos. O roteiro não busca conforto nem alívio fácil para quem assiste.

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Pelo contrário: cada capítulo parece pensado para gerar incômodo, muitas vezes de forma silenciosa, obrigando o espectador a permanecer atento aos detalhes e às escolhas dos personagens.

Richard Gadd, que cria e interpreta Donny, opta por uma estrutura fragmentada, alternando tempos e perspectivas sem avisos óbvios.

Essa escolha não é estética gratuita — ela reforça o estado emocional do protagonista e ganha peso especial no quarto episódio, considerado por muitos o ponto mais duro e revelador da série.

O diferencial de Bebê Rena não está em tentar soar esperta ou cheia de truques narrativos. A força vem da honestidade desconfortável com que lida com temas como culpa, exposição e dependência emocional.

Jessica Gunning, no papel de Martha, entrega uma atuação que sustenta boa parte da tensão da trama; sem ela, o impacto da série seria drasticamente menor.

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Mesmo com números impressionantes — mais de 84,5 milhões de visualizações nos primeiros 91 dias —, a produção não segue fórmulas fáceis nem parece moldada para agradar o algoritmo.

Isso ajuda a explicar por que, mesmo entre quem não se conecta totalmente à história, fica claro que ali existe um trabalho pensado, consistente e longe de ser descartável.

Com o sucesso, vieram também os problemas fora da tela. A mulher que teria inspirado a personagem Martha entrou com um processo judicial, levando a Justiça a determinar que a série não pode ser classificada como baseada em fatos reais. A discussão ganhou espaço na imprensa e nas redes, ampliando ainda mais a visibilidade da obra.

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Apesar das controvérsias, o reconhecimento crítico veio forte. Bebê Rena conquistou seis prêmios Emmy, incluindo Melhor Minissérie, além de vitórias no Critics’ Choice Awards e no Globo de Ouro — um combo raro mesmo para produções de grande alcance.

Hoje, talvez ela não esteja mais no topo das conversas como no lançamento. Mas para quem deixou passar, a minissérie segue ali, intacta no catálogo da Netflix, pronta para explicar por que tanta gente apertou o play — e não conseguiu parar antes do último episódio.

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Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.